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Escavar
valas é mais fácil com a blindagem 820 XLD produzida
em Campo Grande, no Rio de Janeiro, pela Efficiency Brasil,
subsidiária da empresa norte americana Efficiency Production
Incorporate. No mercado brasileiro desde 1998, a empresa faz
locação das blindagens, contando atualmente com cerca
de 90 equipamentos em estoque. A CONSFRAN Engenharia e Comércio
locou duas blindagens durante três meses para utiliza-las
na construção de um coletor tronco de esgoto da companhia
de saneamento básico do estado de São Paulo (SABESP),
com tubos de PVC rígido de 300 mm de diâmetro e mil
metros de extensão, localizada em Pindamonhangaba, interior
de São Paulo.
"Foi a primeira vez que utilizamos a blindagem. Enquanto com
o escoramento metálico teríamos um avanço de
aproximadamente 12 m/dia, com a blindagem fizemos em media, 40 m/dia,
conta José Roberto Zuliane, diretor da Consfran." A
empresa tinha apenas cinco meses para executar o serviço
e por isso optou pelo uso da blindagem. " Alem de reduzir prazos
em termos de segurança, o risco de acidentes e quase zero",
completa Zuliane. O serviço faz parte de uma obra iniciada
em outubro de 2000 e que deverá ser concluída em Abril,
envolvendo a construção de estações
elevatórias, estações de tratamento, rede coletora,
coletor tronco, linha de recalque e ligações domiciliares.
A utilização do equipamento é simples. É
feita uma escavação de aproximadamente 1 metro de
profundidade para posicionar o equipamento no solo e, na seqüência,
a escavação prossegue por dentro dos equipamentos.
Depois, os operários descem na vala e assentam o tubo. Quando
o serviço termina, uma escavadeira simplesmente arrasta o
equipamento, que tem a borda em forma de cunha, para o trecho seguinte.
A blindagem utilizada tinha 2,44 metros de altura, 6,10 metros de
comprimento e 1,60 metro de largura interna. Os tubos, assentado
em profundidades entre 3,00 e 5,50 m, possuíam 6,00 m de
comprimento. "A blindagem é uma única peça
ao contrario das pranchas metálicas utilizadas no método
convencional. Para valas com mais de 3 metros de profundidade com
certeza não pretendemos mais utilizar o escoramento metálico.
O trabalho ficou ótimo, a produtividade quase triplicou e
a SABESP elogiou bastante o resultado final". Conta Zuliane.
Do ponto de vista financeiro, o diretor da Consfran também
ficou satisfeito: "A blindagem é cerca de 30% mais barata
do que o escoramento metálico, sem contar o ganho de produtividade".
De acordo com Sidney Mello, gerente da Efficiency,
o equipamento foi desenvolvido nos EUA ha cerca de 40 anos. Produzido
em aço, a blindagem é certificada pela OSHA,
órgão similar ao INPI (Instituto Nacional de Pesquisa
Industrial), tem dimensões que variam de 1,20 a 6,10 m de
comprimento e permite o escoramento de valas de até 7,00
m de profundidade. Acoplado a outro equipamento, aumenta tanto o
comprimento quanto à altura, atendendo a diversos projetos.
No Brasil tem sido aplicado principalmente na área de saneamento,
mas nos EUA é empregada em qualquer tipo de escavação
como em fundações de prédios ou até
reparos de rede elétrica.
Entre as vantagens do equipamento, Sidney cita a segurança
para operários e também para os locais próximos
a escavação, já que ele impede o desabamento,
oferece velocidade no assentamento e redução de custos.
A primeira empresa a utilizar deste tipo de equipamento no Brasil,
em 1998 foi a Construtora Metropolitana S.A. que na época
executava uma galeria de água pluviais na Barra da Tijuca
no Rio de Janeiro.
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